Arquitetura baseada em APIs: quais são as melhores práticas?

Em um mundo cada vez mais conectado, onde computadores, smartphones, tablets, notebooks e até mesmo geladeiras e máquinas de lavar se comunicam, é fácil imaginar que isso acontece por um “passe de mágica”, mas a verdade é que isso se deve à utilização de arquitetura baseada em APIs.

Responsáveis pela integração entre sistemas, equipamentos e empresas distintas, as APIs vêm ganhando cada vez mais destaque, já que permitem a existência de maravilhas modernas, como sistemas integrados, aplicativos de transporte mais eficientes e até mesmo filmes e séries em qualquer lugar do planeta.

Explicamos agora o que é uma API, como funciona uma arquitetura de APIs, as principais vantagens de sua utilização e falamos das diferenças entre as APIs e microsserviços. Confira os detalhes abaixo e tenha uma ótima leitura!

Entenda o que é uma API

Uma das siglas mais comuns para aqueles que atuam no mercado de desenvolvimento de softwares, o termo API é um acrônimo para “Application Programming Interface”, que pode ser traduzido por “Interface de Programação de Aplicações”.

As APIs são uma forma de integrar sistemas, permitindo que haja troca de informações entre sistemas com diferentes linguagens de programação, garantindo a segurança dos dados e oferecendo possibilidade de monetização dos acessos à API propriamente dita.

Para que você possa compreender melhor o que é uma API e seu funcionamento na prática, é interessante entender como funciona uma arquitetura baseada em APIs e suas vantagens para o desenvolvimento.

Veja como funciona uma arquitetura baseada em APIs

Quando falamos de uma arquitetura de APIs, estamos falando da estratégia de desenvolvimento baseada no uso dessas conexões entre aplicações, que podem servir para conectar os mais variados e distintos tipos de negócio, nichos de mercado e possibilidades.

Por meio das APIs, é possível integrar sistemas que contam com linguagens totalmente distintas, de forma ágil e segura, auxiliando no desenvolvimento de soluções mais robustas. 

É possível, por exemplo, que as funcionalidades de determinada ferramenta (ou aplicativo) sejam disponibilizadas e utilizadas em outra, por meio de API, sem que isso demande o desenvolvimento completo dessa funcionalidade dentro da outra ferramenta.

Conheça as vantagens da utilização de APIs

Compreendido melhor o conceito de API e o que é uma arquitetura baseada em APIs, é interessante também entender alguns dos motivos pelos quais ela pode ser vantajosa para a empresa, conforme listamos abaixo. Confira:

  • segurança de dados: o primeiro destaque da utilização de APIs é a segurança no acesso às informações que esse tipo de integração oferece. Ao contrário de um acesso aberto ao banco de dados, a troca de informações por API é muito segura, já que apenas os dados definidos pela empresa proprietária da aplicação são disponibilizados para os terceiros com acesso à API;
  • agilidade no desenvolvimento: muitas vezes, ao integrar ferramentas ou aplicações, é necessário replicar serviços e capacidades. Com o uso de uma API, esse processo é mais ágil e eficiente, já que não é necessário desenvolver do zero a funcionalidade, mas realizar sua integração no novo ambiente;
  • monetização por acesso: também é possível definir os limites de acesso aos dados disponibilizados por meio da API e desenvolver estratégias de monetização sobre esse acesso. Isso acontece mediante um custo, que pode ser fixo ou variável, e, então, passa a ser possível obter os dados desejados.

Entenda as diferenças entre APIs e microsserviços

Como muitas outras expressões de tecnologia, que se popularizam conforme o uso e acabam gerando dúvidas, os termos microsserviços e APIs vêm sido utilizados cada vez mais no dia a dia do desenvolvimento de softwares, dada sua importância e praticidade.

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No entanto, apesar de serem tecnologias distintas, é bastante comum que os dois termos sejam utilizados de forma intercambiável ou até tratados como sinônimos.

Para que fique mais clara a diferença entre APIs e microsserviços, é importante primeiro definirmos o conceito de microsserviço, para depois compará-lo ao conceito de APIs que trouxemos acima. Vamos lá?

Conceito de microsserviço

Quando comparado ao termo API, a palavra microsserviço é relativamente nova no dia a dia do desenvolvimento de software, e, por isso, é comum que haja confusão. Podemos definir microsserviço como os serviços individuais dentro de uma arquitetura de microsserviços.

Esta, por sua vez, é uma nova abordagem de desenvolvimento que contrasta com o modelo tradicional de construção de aplicações autossuficientes, chamadas de monólitos, já que a arquitetura de microsserviços é um exemplo de Arquitetura Orientada a Serviços, também conhecida como SOA.

Quando falamos em microsserviços, portanto, estamos nos referindo a uma determinada funcionalidade, que pode ser dividida em fragmentos menores, de forma que cada elemento pode contar com desenvolvimento, correções e mudanças de forma individual e sem que isso impacte toda a aplicação.

Diferenças entre microsserviços e APIs

Agora que você já deve ter compreendido melhor os conceitos de API e de microsserviços, é interessante também entender quais as principais diferenças entre os dois e a relação entre eles, já que muitas vezes ambos existem em um mesmo projeto.

Enquanto os microsserviços são um estilo de arquitetura desenvolvida para web service, onde a funcionalidade é dividida em pequenos serviços da web, as APIs são frameworks pelos quais os desenvolvedores são capazes de interagir com as aplicações web.

É possível também afirmar que a percepção de que as APIs e os microsserviços são similares ou sinônimos se deve ao fato de que muitos dos microsserviços utilizados no dia a dia utilizam APIs para se comunicarem entre si.

Compreenda se vale a pena adotar a arquitetura baseada em APIs

Como é possível concluir, existem diversas vantagens na utilização da arquitetura de APIs, já que ela permite integrar, desenvolver e facilitar processos de acesso às informações de uma aplicação ou utilizar suas funcionalidades de forma prática.

Além disso, o apelo na utilização das APIs é duplo na maioria dos casos: em geral, os microsserviços, que também explicamos acima, comunicam-se por meio do uso de APIs. Portanto, essa é uma realidade mesmo nesse tipo de situação.

Vale destacar também que as integrações realizadas por meio de API permitem que uma aplicação possa ser acessada e ter suas funcionalidades utilizadas por terceiros, o que possibilita a criação de integrações interessantes e poderosas.

O que você achou de entender melhor o que é uma API, de saber como funciona uma arquitetura baseada em APIs, conhecer algumas das arquiteturas desse tipo, as principais vantagens da utilização de APIs e as diferenças entre APIs e microsserviços? Se você gostou, aproveite e confira nosso guia rápido e aprenda como escolher seu software ideal!